Minha jornada até o CCNA – Etherchannel

Fala champions, blz? 🙌

Esse é mais um artigo que faz parte de uma série que estou publicando mostrando o dia a dia de estudos da faculdade (tecnólogo de Redes de Computadores) e da minha jornada (Tmj Alex Hunter) até a certificação CCNA RS. 🏅

the-journey.png

Espero que possa agregar algo pra vocês também!  👊👊👊

Vamos entender o conceito por trás do Etherchannel, para depois fazermos um lab (sim é importante entender como funciona).

#show explicação brief  😅
O Etherchannel é uma maneira de agregar links Ethernet com intuito de prover um único canal (channel) virtual cuja largura de banda é a soma dos links envolvidos, além de trazer alta disponibilidade com redundância de link caso um deles caia.

what

Não entendeu?!?

Calma, relaxa que vamos revisar isso aí, mas agora com mais calma. Easy, easy.

  • Motivos para se utilizar o ETHERCHANNEL

  

etherchannel-1

Aqui vai alguns pontos importantes:

– Reunir portas para atingir maior largura de banda é descrito como Link Agregation (Agregação de Links).

– Ao fazer uso do EtherChannel, cria-se um canal de portas virtual, e a largura de banda total desse canal virtual equivale à soma dos links das interfaces participantes do canal/grupo. Sendo assim, ao agregarmos três links de 100Mbps, por exemplo, teremos um canal virtual com total de 300Mbps.

– Apenas interfaces com características iguais (velocidades, modos) nas duas pontas podem ser agrupadas no Etherchannel. Sendo assim, não é possível combinar uma interface 100Mbps numa ponta com uma de 1Gb/s na outra.

– Podemos criar até 8 links redundantes ao mesmo tempo.


  • Eu ouvi REDUNDÂNCIA?!?

Simmmm, você já deve saber os problemas que redundâncias em camada 2 podem causar e que existe um cara chamado STP que é usado para resolver essa treta aí, inibindo os loops (se você ainda não conhece o STP, é importante que pesquise sobre). Pois bem, teoricamente ao criar essa redundância de links, o STP faria isso:

etherchannel-2


Ativando o EtherChannel, o Spanning Tree trata os três links físicos como um único link virtual (port channel), fazendo com que ambas as portas possam operar em modo total de encaminhamento (forward). Conforme o print abaixo:

etherchannel-3


  • Operação do EtherChannel

Se um link físico participando do grupo cair, o EtherChannel perderá apenas a largura de banda que aquele link forneceu. Se o link físico voltar, ele será adicionado dinamicamente de volta ao EtherChannel.


  • Negociação no EtherChannel

Existe dois protocolos de negociação do EtherChannel, são eles:

– PAgP (Port Aggregation Protocol), proprietário Cisco;

– LACP (Link Aggregation Control Protocol), IEEE (802.3ad)

São muito semelhantes no funcionamento, sendo diferentes apenas as formas de configuração nos switches. Deve-se utilizar protocolos de negociação para minimizar a chances de loops de camadas 2, pois, o canal virtual só vai subir se ambas as pontas estiverem de acordo (negociando, trocando idéia).

Qual é o mais indicado? Eu posso lhes afirmar que o LACP é o mais recomendado para novas implementações, não só por ser padrão aberto (IEEE), podendo assim interoperar com switches de outros vendors (fabricantes), mas também pelo fato de que o PAgP está prestes a ser descontinuado.


  • Modos de negociação

No que se refere ao processo de negociação, no caso do LACP temos três opções que são elas:

– active

– passive

– on


Já no PAgP as opções disponíveis são:

– desirable

– auto

– on


Os funcionamentos são muito semelhantes o active (LACP) equivale ao desirable (PAgP) e nesse modo as interfaces tentarão negociar com a outra ponta para que o canal seja estabelecido.

O modo passive no LACP (auto no PAgP) como o próprio nome diz, negocia passivamente as solicitações recebidas.


Para o canal EtherChannel é preciso que os mesmos modos de negociação estejam setados nas duas pontas ou devem se relacionar, conforme a tabela abaixo:

etherchannel-4png


  • Configuração EtherChannel (Agora simmm né! Hahaha)

etherchannel-5

Esora do lab!  👩‍💻🔥

É de lab que a gente gosta! Vamos configurar o cenário que eu mostrei nos exemplos acima, blz? Vamos usar o método LACP active para as interfaces integrantes no grupo EtherChannel do SW1.


SW1(config)#int range f0/1-3
! acessando as interfaces que serão participantes do grupo

SW1(config-if-range)#channel-group 1 mode ?
active     Enable LACP unconditionally
auto       Enable PAgP only if a PAgP device is detected

desirable  Enable PAgP unconditionally
on         Enable Etherchannel only
passive    Enable LACP only if a LACP device is detected
! exibindo modos disponíveis de negociação

SW1(config-if-range)#channel-group 1 mode active
! selecionando modo active (LACP)

SW1(config-if-range)#
Creating a port-channel interface Port-channel 1
! automaticamente a interface virtual EtherChannel (Port-channel 1) é criada.

%LINEPROTO-5-UPDOWN: Line protocol on Interface FastEthernet0/1, changed state to down
%LINEPROTO-5-UPDOWN: Line protocol on Interface FastEthernet0/1, changed state to up
%LINEPROTO-5-UPDOWN: Line protocol on Interface FastEthernet0/2, changed state to down
%LINEPROTO-5-UPDOWN: Line protocol on Interface FastEthernet0/2, changed state to up
%LINEPROTO-5-UPDOWN: Line protocol on Interface FastEthernet0/3, changed state to down
%LINEPROTO-5-UPDOWN: Line protocol on Interface FastEthernet0/3, changed state to up

! e as interfaces adicionadas ao grupo caem (down) e ficam “up” novamente 
(pq houve tentativa de negociação, mas não havia nada na outra ponta q 
justificasse a subida do canal virtual). Voltam ao estado original (com STP)
 até q seja configurada a negociação na outra ponta


Note além dos comentários do script que adicionamos as três interfaces (f0/1, f0/2 e f0/3) ao grupo EtherChannel 1, com o comando “channel-group 1 mode active” … Ok, agora é hora do SW2:

SW2(config)#int range f0/1-3
SW2(config-if-range)#channel-group 1 mode passive
SW2(config-if-range)#
Creating a port-channel interface Port-channel 1
%LINEPROTO-5-UPDOWN: Line protocol on Interface FastEthernet0/1, changed state to down
%LINEPROTO-5-UPDOWN: Line protocol on Interface FastEthernet0/1, changed state to up
%LINEPROTO-5-UPDOWN: Line protocol on Interface FastEthernet0/2, changed state to down
%LINEPROTO-5-UPDOWN: Line protocol on Interface FastEthernet0/2, changed state to up
%LINEPROTO-5-UPDOWN: Line protocol on Interface FastEthernet0/3, changed state to down
%LINEPROTO-5-UPDOWN: Line protocol on Interface FastEthernet0/3, changed state to up
%LINEPROTO-5-UPDOWN: Line protocol on Interface Port-channel1, changed state to up
%LINK-5-CHANGED: Interface Port-channel1, changed state to up

Como a mesma configuração deve ser feita na outra ponta para “fechar” um canal EtherChannel, o efeito das configurações são os mesmos no Switch 2, portanto não foram inseridos os comentários, exceto o modo das interfaces que foi setado no “passive” do LACP.  Bora verificar se o nosso canal EtherChannel foi ativado?!

  • Verificando o EtherChannel (Troubleshooting)
SW1#show etherchannel summary
Flags:  D – down        P – in port-channel
I – stand-alone s – suspended
H – Hot-standby (LACP only)
R – Layer3      S – Layer2
U – in use      f – failed to allocate aggregator
u – unsuitable for bundling
w – waiting to be aggregated
d – default port
Number of channel-groups in use: 1
Number of aggregators:           1
Group  Port-channel  Protocol    Ports
——+————-+———–+———————————————-
1      Po1(SU)           LACP   Fa0/1(P) Fa0/2(P) Fa0/3(P)

Repare nas flags e suas legendas, acima temos em Group 1 que criamos e ao lado Po1(SU) em que S = Camada 2 e U = em uso (olha as flags, parça!). Na coluna Protocol = LACP e em Ports = podemos ver as interfaces (Fa0/1, Fa0/2 e Fa0/3) com o P = em canal de porta, ou seja, estão envolvidas no grupo EtherChannel.


E no SW2:

SW2#sh etherchannel summ
Flags:  D – down        P – in port-channel
I – stand-alone s – suspended
H – Hot-standby (LACP only)
R – Layer3      S – Layer2
U – in use      f – failed to allocate aggregator
u – unsuitable for bundling
w – waiting to be aggregated
d – default port
Number of channel-groups in use: 1
Number of aggregators:           1
Group  Port-channel  Protocol    Ports
——+————-+———–+———————————————-
1      Po1(SU)           LACP   Fa0/1(P) Fa0/2(P) Fa0/3(P)


Vamos derrubar um link da fa0/2 e ver o que acontece.

SW1(config-if)#int f0/2
SW1(config-if)#shutdown
SW1(config-if)#
%LINK-5-CHANGED: Interface FastEthernet0/2, changed state to administratively down
%LINEPROTO-5-UPDOWN: Line protocol on Interface FastEthernet0/2, changed state to down
SW1(config-if)#do sh etherchannel summ
Flags:  D – down        P – in port-channel
I – stand-alone s – suspended
H – Hot-standby (LACP only)
R – Layer3      S – Layer2
U – in use      f – failed to allocate aggregator
u – unsuitable for bundling
w – waiting to be aggregated
d – default port
Number of channel-groups in use: 1
Number of aggregators:           1
Group  Port-channel  Protocol    Ports
——+————-+———–+———————————————-
1      Po1(SU)           LACP   Fa0/1(P) Fa0/2(D) Fa0/3(P)

O canal EtherChannel continua funcional, mas a interface que está “down” deixou de seu usada, mas como mencionado anteriormente, se subirmos o link novamente, ele será adicionado de volta ao EtherChannel automaticamente e de maneira transparente.

Bom, por hoje é só, champions.  ⭐

Lembrem-se EtherChannel e HRSP são tópicos abordados no exame CCNA, portanto é importante você manjar desses assuntos viu?! 😉

Forte abraço,

Max.

#(config)end

🤘